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"A PROPAGANDA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL"

Integrada no projeto «A Maia e os Maiatos na Grande Guerra», que a Câmara Municipal da Maia, com o apoio do Senhor Presidente da República, desenvolve desde 2014, esta pequena mostra apresenta um conjunto de cartazes que não são apenas esteticamente impressionantes, mas também muito significativos. A visitar entre 3 e 31 de janeiro na Galeria do Centro Comercial Maia Jardim, todos os dias entre as 09h00 e as 23h00, com entrada livre.

3 a 31 de janeiro
Exposição
Galeria Maia Jardim
"A PROPAGANDA NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL"

Integrada no projeto «A Maia e os Maiatos na Grande Guerra», que a Câmara Municipal da Maia, com o apoio do Senhor Presidente da República, desenvolve desde 2014, esta pequena mostra apresenta um conjunto de cartazes que não são apenas esteticamente impressionantes, mas também muito significativos. A visitar entre 3 e 31 de janeiro na Galeria do Centro Comercial Maia Jardim, todos os dias entre as 09h00 e as 23h00, com entrada livre.

"Toda a guerra é hostil para as pessoas. Ou deveria ser.
Assim, tornou-se necessário «estimular» as suas reações, fossem de aceitação, de repulsa, de adesão ou de rejeição. E fazer passar a mensagem de que «nós» eramos os «bons» e os «outros» eram os «maus». É o que nos mostram estas reproduções de cartazes da Primeira Guerra Mundial, abordando os temas do recrutamento e da estigmatização do inimigo.
Produzidos durante a Primeira Guerra Mundial em todos os países envolvidos no conflito, concebidos para aumentar o patriotismo e motivar para o alistamento ou para apoiar o esforço de guerra, eram maravilhas do design gráfico. Alguns eram chocantes; muitos eram bonitos; praticamente todos foram criados com um objetivo em mente: conseguir que o espectador parasse, lesse e agisse. Eis os temas tratados nesta mostra:
O Problema do recrutamento - No início do conflito, e mesmo durante vários anos, a principal preocupação dos chefes militares era o recrutamento. Vários exércitos, como por exemplo o britânico, o canadiano e o australiano, possuíam apenas um efetivo profissional, pensado para tempos de paz, sem dimensão e organização para aguentar uma guerra, sobretudo quando a tática utilizada implicava uma necessidade maciça de homens. Era por isso fundamental convencer os cidadãos da necessidade de se alistarem, já que o alistamento era voluntário. Todos os motivos utilizados serviam. Do patriotismo à bravura, da vergonha ao perigo, todos os argumentos foram utilizados, quer por escrito quer, sobretudo graficamente.
Definir aliados e inimigos – Era preciso que as pulações soubessem bem quem eram os amigos e os inimigos. No primeiro caso para os exaltarem a continuar e para lhes devotarem gratidão e admiração. No segundo, bem mais importante para o combate, para fazer convergir sobre eles desprezo, ódio, mesmo instinto matador. A melhor forma de o fazer era diabolizar o inimigo. Mostrando-o como um monstro, esmagando e comendo pessoas, espetando baionetas em criancinhas, fazendo toda a sorte de violentas tropelias. Para isso, a expressividade destes cartazes era fundamental. Não nos esqueçamos que ainda não havia televisão, e o cinema dava os primeiros passos muito tímidos.
Em Portugal - Este tipo de propaganda gráfica não foi muito utilizado em Portugal. A sua necessidade também não se fez sentir grandemente, já que a mobilização e a entrada em combate foram tardias. Além disso o nosso país era essencialmente composto por analfabetos, pouco ou nada informados, a quem a guerra nessa altura disse pouco, para além de um punhado de lágrimas.
O facto de ingleses, franceses, alemães, italianos, americanos, portugueses e praticamente todas as outras nações com soldados no combate, terem criado a sua própria marca de propaganda com contornos semelhantes, só reforça o velho ditado miliar: na guerra, a primeira vítima é a verdade.
Integrada no projeto «A Maia e os Maiatos na Grande Guerra», que a Câmara Municipal da Maia, com o apoio do Senhor Presidente da República, desenvolve desde 2014, esta pequena mostra apresenta um conjunto de cartazes que não são apenas esteticamente impressionantes, mas também muito significativos."
JMM