Ferramentas Pessoais

Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Você está aqui: Entrada / Notícias e Eventos / Márcia Barros e Atlantihda encheram de Música o fim-de-semana

Márcia Barros e Atlantihda encheram de Música o fim-de-semana

No sábado, o Festival acolheu uma das brasileiras mais portuguesas que alguma vez por ali passaram. Márcia Barros, com a sua voz quente e encorpada, plena de cheiro a canela, tons pastel vivo e ritmos de Bossa Nova, cantou algumas das mais célebres canções da nossa música pop & rock.

No palco do auditório municipal Venepor desfilaram temas de Jorge Palma, Xutos & Pontapés, Santos & Pecadores, GNR, Madredeus, Sétima Legião e também algumas belas canções do melhor da Bossa Nova, incluindo uma bela canção que foi gravada por Rosa Passos.

Acompanhada por um quarteto de luxo, de onde se destacava o contrabaixista portuense Zé Lima, um músico muito talentoso que marca presença em quase todos os projectos de qualidade que se produzem em estúdio e se apresentam em palco, Márcia Barros, deu um ar da sua graça criativa e cantou uma canção de sua autoria que o público acolheu com um dos mais expressivos aplausos da noite.

No final do concerto era visível a satisfação do público que estava espelhada nos rostos dos espectadores, alguns com uma enorme vontade de dar ao pé.

 

Atlantihda

O Festival de Música da Maia continua a averbar momentos de excelentes performances artísticas.

Na passada sexta-feira, a banda revelação, Atlantihda, constituída por um quinteto de instrumentistas virtuosos, deu um concerto de grande qualidade, mormente, pelo rigor técnico e artístico das suas interpretações, muito marcadas pelo facto de os instrumentos serem todos acústicos, ou seja, proporcionando ao público, um som natural e extraído directamente dos materiais de que são feitos, a braguesa, a guitarra clássica, o acordeão, a flauta transversal e o violoncelo.

Tudo quanto se ouviu era material que soava, puro e natural. Como se inscreve na Newsletter do Festival, os Atlantihda, preenchem um espaço vazio, situado entre Madredeus e Rodrigo Leão, assumindo como sua característica mais original, uma recolha e arranjo, de belas melodias, canções e fados que povoam o nosso imaginário popular colectivo, recuperando um património cultural que é para todos nós, assim como uma espécie de código genético da nossa música de raiz tradicional popular.

Mas a energia criativa e o talento dos Atlantihda não se esgota nesse repertório que nos leva às entranhas da nossa música, eles também dão largas à sua imaginação e criam temas originais e inéditos, pautados por textos de grande qualidade poética, melodias belas e arranjos muito conseguidos que arrebataram do público volumosos aplausos.