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Pequenos Cantores da Maia tiveram casa cheia no encerramento do Festival de Música

O Grande Auditório do Fórum da Maia tornou-se pequeno, para acolher todo o público que ali acorreu, no concerto de encerramento do Festival de Música da Maia, no passado sábado, 1 de Junho, Dia Mundial da Criança.

Depois de terem estado nessa manhã, em directo no canal 1 da RTP, num programa evocativo desse dia especial, transmitido a partir do parque Magic Land, em Penafiel, o Coral Infantil Municipal dos PEQUENOS CANTORES DA MAIA, apresentou à noite, no Fórum da Maia, a sua produção “Cine Fantasia 2013”, um tributo à 7ª Arte que levou o público, numa viagem ao maravilhoso mundo do Cinema. Uma viagem que começou em 1936, com uma bela canção de Charlie Chaplin “Smile”, percorrendo alguns dos melhores filmes da Disney, de Hollywood e do Cinema Europeu. É claro que não faltou o tributo ao Cinema Português, com uma encenação de “Aniki Bóbó”, de Manuel de Oliveira e uma rapsódia de temas célebres que incluiu várias canções, de filmes como, por exemplo, “Pátio das Cantigas”, “Aldeia da Roupa Branca”, “Maria Papoila”, “Canção de Lisboa”, entre outras fitas.

O público não regateou aplausos e premiou os pequenos artistas, com calorosas e demoradas ovações, numa interacção que marcou o espetáculo, pelo clima de boa disposição e alegria contagiante que não deixou ninguém indiferente e ajudou a inspirar as crianças e jovens na sua performance artística.

 

Retrospectiva do Festival

No dia anterior, 31 de Maio, o Festival acolheu um concerto digno de nota, em que a Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música da Maia, se apresentou em palco, com um programa que incluiu obras de dois dos maiores compositores clássicos, Haydn e Mozart.

Além da abertura da ópera “O empresário”, de Mozart, foi ainda interpretada a sinfonia nº. 82, de J. Haydn, encerrando o concerto, com a execução do andante em dó maior, K. 315, do génio de Salzburgo.

Além da prestação da orquestra, globalmente positiva e cujo som está em franco crescimento, quer em termos de qualidade, como em matéria de consistência do seu volume, é merecedora de uma nota muito especial, a prestação do jovem flautista, Francisco Silva, que demonstrou um potencial técnico e interpretativo, muito promissor.

 

Jazz

No sábado, 25 de Maio, o certame teve Jazz vocal da melhor qualidade, com o concerto do quarteto feminino “JOGO DE DAMAS”, liderado por Fátima Serro e com um pianista soberbo, Paulo Gomes, acompanhado de um baterista e um contrabaixista de primeira linha.

A diversidade do repertório, a qualidade dos arranjos e a performance das interpretações vocais foi sublime. Tudo isto foi muito enriquecido por uma forma de estar em palco, muito comunicativa e divertida.

É digna de uma nota especial, a prestação de Paulo Gomes, que do seu piano, foi dando suporte harmónico às 4 vozes femininas, enriquecendo-o com um fraseado muito transparente, cristalino mesmo.

 

Orquestra de Câmara da Maia

Na sexta-feira, 24 de Maio, o Festival homenageou o grande compositor de ópera, G. Verdi, cujo bicentenário de nascimento se está a comemorar em 2013.

Além da abertura de “Nabuco”, da serenata para cordas de Tchaikovsky, apresentou ainda, uma bela ária da ópera Rigoletto, “Caro Nome”, numa interpretação muito conseguida da soprano Sofia Couto.

Este projecto em construção, vai firmando, cada vez com passos mais consistentes, a sua autonomia artística e a sua capacidade de abarcar obras de um repertório mais rico e exigente.

 

Fado, tradição e bom humor

O espectáculo proporcionado pelo Orfeão Universitário do Porto, no sábado, 18 de Maio, ficou marcado por uma exibição muito diversificada, das várias formações que integram este, já secular, orfeão académico.

Além dos fados, defendidos por vozes femininas e masculinas, muito frescas e expressivas, houve música coral de muito boa qualidade, sob a direcção artística do Maestro António Sérgio Ferreira, não tendo faltado também, cantares e peças de raiz tradicional de expressão popular, muito bem trabalhadas, quer do ponto de vista musical, como ao nível do seu enquadramento etnográfico.

Os impagáveis jograis, subiram diversas vezes ao palco, para cumprirem a sua missão de preencher os tempos, supostamente mortos, mas que de mortos não tiveram nada, bem pelo contrário. Houve até momentos em que as risadas e gargalhadas do público, quase levavam às lágrimas, de tão divertidas que eram as suas rábulas.

 

“Soul” e “Funk” numa noite cheia de ritmo

O concerto do Quinteto de Luísa Carvalho foi outro momento de grande qualidade.

Luísa Carvalho apresentou-se em grande forma, tendo uma prestação vocal, verdadeiramente fascinante, quer pela irrepreensível afinação, como pelas nuances das suas interpretações que excederam sempre e largamente, o carácter de meros covers e entraram noutra dimensão, a de recriações de temas famosos, editados durante décadas, pela “Motown” e por outras etiquetas discográficas, para as quais gravaram os maiores nomes da Soul e do Funk.

O quarteto de instrumentistas que tinha na sua retaguarda instrumental, era constituído por músicos de um enorme talento que deliciaram o público, com interpretações fabulosas.

 

“Queen” e “Beatles” num fim-de-semana revivalista

A banda “A kind of Queen”, subiu ao palco, no sábado, 11 de Maio, para mostrar, porque razão podem ombrear com as melhores bandas de tributo à banda de Freddie Mercury.

Pese embora a força da transmissão televisiva que estava anunciada para essa noite, de um jogo de futebol que veio a revelar-se decisivo, a verdade é que a afluência de público foi muito satisfatória.

Diz quem lá esteve, porque gosta da música dos “Queen”, que vibrou com o concerto de mais de hora e meia.

No dia anterior, sexta-feira, 10 de Maio, tinha passado pelo palco, a banda “The Beetoes”, um grupo de tributo aos “The Beatles”, que conseguiu uma prestação muito aproximada, em muito temas, dos originais de John Lennon e Paul McCartney. Esse desiderato foi ainda mais interessante de se ouvir, no que respeitou a algumas interpretações em que as harmonias vocais foram enriquecidas com vários jogos vocais, de um certo grau de dificuldade.

A encenação em palco e a comunicação dos imitadores do quarteto de Liverpool, mereceu nota positiva do público, que aplaudiu fervorosamente.

 

“Doismileoito”, “Grito Cru” e “Mind da Gap”, numa programação especial para jovens.

O certame das músicas, abriu nesta edição, com 3 concertos em que o público-alvo era assumidamente a juventude.

Nesse cardápio especial, inscreveu-se o concerto da banda maiata “Doismileoito” que apresentou muito do repertório novo que integra o seu último trabalho discográfico.

“Grito Cru”, foi outro dos projectos artísticos de expressão urbana que subiu ao palco do Festival, demonstrando toda a sua imaginação criativa, para trabalhar a palavra e o texto, como se de uma matéria-prima se tratasse. Foi impressionante, ouvir temas em que o texto se encaixava, milimetricamente, na estrutura rítmica e melódica, sendo que aqui ou ali, se ouviam uns apontamentos harmónicos, muito interessantes.

“Grito Cru” é um projecto artístico da cultura urbana da Maia que, por certo, vai ainda, dar muito que falar e que aqui no Festival de Música da Maia, teve uma das suas melhores performances.

A comemorar vinte anos de carreira artística, os “Mind da Gap” tiveram honras de abertura do certame das músicas e não deixaram os seus créditos por mãos alheias, proporcionando um concerto repleto de efeitos visuais, com um rider técnico exigentíssimo, quer ao nível dos instrumentos e equipamentos técnicos de som, como no que se referiu à iluminação e imagem.

Foi de facto, um espectáculo musical, com um som, uma luz e imagem, muito próprios do seu modelo conceptual de estar em palco.

Quem viu o espectáculo, consegue discernir muito bem, porque razão “MDG” é já uma das marcas mais consolidadas no mercado da Música em Portugal e no estrangeiro, dentro do seu género.

 

Bit & Beat uma experiência nova no Festival

Este ano, pela primeira vez, o certame acolheu um “Playroom”, em que foi possível experimentar algumas das novidades, em matéria de instrumentos musicais e tecnologias de última geração, ao nível da produção musical, onde não faltou o “hardware” e “software” mais recentemente lançado no mercado, seja para a produção profissional, como para os chamados “home studios”, com aplicações para gravação digital multipistas, edição integrada de áudio e vídeo e composição musical.

O Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia organizou ainda, no contexto deste “playroom”, dois workshops específicos na área da produção digital, com Simon James Wadsworth e na área da composição e edição electrónica de partituras, com Frederico Pereira.