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Exposição coletiva "Baby, I Lost My Handshoes…" no Fórum da Maia

O Forum da Maia inaugura a exposição colectiva "Baby, I Lost My Handshoes…", dia 2 de junho, sábado, pelas 21.30h. Os artistas Vytautas Jurevicius, Inga Danysz, Donna Huanca, Lisa Meixner, Aki Nagasaka e João Alves Marrucho exibem os seus trabalhos de instalação, imagem em movimento, texto e escultura. A exposição está patente ao público, nas galerias do Fórum da Maia, até 17 de junho.

Baby, I Lost My Handshoes…

A frase que dá o nome à presente exposição é, em simultâneo, um código e uma cifra. Um código que oculta um universo particular e íntimo e uma cifra que o partilha, instintivamente, com um interlocutor especial, escolhido, predilecto.

Esse universo particular e íntimo, exclusivo na engenharia da sua construção e na realidade que retrata a partir de objectos cujo significado, para além das evidências, só o seu proprietário conhece e o seu convidado vislumbra, é uma metáfora muito interessante sobre a memória e a relação que a mesma estabelece com os fragmentos concretos que a compõem. Na verdade a nossa memória, mais do que calçar umas luvas, veste uns sapatos às suas próprias mãos. Uns sapatos que permitem à memória o deambular intenso sobre esses mesmos fragmentos, mas que, ao mesmo tempo, a protegem dos danos nocivos dos resíduos estranhos à realidade a que se busca o reencontro – porque os objectos são sempre muito mais do que aquilo que neles buscamos – e protegem esses objectos  dos danos colaterais da emoção da descoberta.

Esse universo particular e íntimo é também a afirmação da autonomia quase absoluta dos componentes dos conteúdos, em que a harmonia do conjunto esconde o caos presente em cada particular.

É esse caos do particular que legitima a reordenação do artista, a usurpação da natureza das coisas que ele faz com o objectivo de a transformar e que concede ao observador a liberdade total para a apropriação muito para além do criador e da matéria por ele reelaborada.

Esta exposição colectiva, que em si mesmo poderá ser considerada como um conjunto harmonioso de um universo complexo feito de linguagens, arquitecturas, elementos de identificação e de socialização, cuja respectiva organização e construção implica a obrigatoriedade de as mãos estarem calçadas, é também uma geografia, a ser percorrida por quem quiser, repleta de buracos abertos para todos os universos construídos pela vontade, pelo desejo sentido por quem espreita cada um dos trabalho com o firme propósito de olhar para além deles. Mas sempre, sempre de Handshoes.

 

O Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia
Doutor Mário Nuno Neves

 

Horário de visita:

2ª a 6ª:  10.00h  - 12.00h  / 14.30h - 19.00h. | sábados: 15.00h - 19.00h | Entrada livre