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Festival de Música da Maia fechou com concerto de ouro

O último fim de semana da Primavera da Música, designação da edição do Festival de 2008, foi revelador da existência efectiva de um movimento cultural cujos contornos se tornam ainda difíceis de percepcionar, sobretudo no que respeita à sua real dimensão e benefícios para a vida cultural do concelho.

 

Conservatório

 

Na sexta-feira à tarde, o coro das classes do preparatório e básico e a Orquestra do Conservatório de Música da Maia deram um concerto para uma audiência constituída por mais de 600 crianças, oriundas de várias escolas do concelho.

 

Quinteto Gaudette

 

Na noite do mesmo dia, o Quinteto de Metais Gaudette preencheu a primeira parte do concerto com obras célebres de Haendel, Verdi, Pachelbel, e muitos outros compositores famosos, com arranjos para este tipo de ensemble de metais.

 

 

Na segunda parte subiu ao palco o Coral Jovem de Gondim que apresentou o seu show, assim como uma espécie de musical, pleno de frescura, alegria e jovialidade em que mais de 20 jovens, entre cantores e instrumentistas, deram largas ao seu talento e indómita vontade de fazer música, partilhar a experiência artística e cultural de realizar projectos em que se fundem as grandes canções da música ligeira portuguesa, ou de raiz tradicional, com temas míticos de grandes bandas, como os Queen, Scorpions, Beatles e tantas outras.

 

Catarina Ferreira, Maestrina e Directora Artística do projecto, expressou a sua satisfação por poder congregar tantas boas vontades e realçou a generosidade e entrega de todos os jovens artistas que se dedicaram à produção dos espectáculos do coral.

Coral Jovem gondim

 

Em boa verdade, para além dos aspectos de natureza cultural, o Coral Jovem de Gondim é uma resposta às necessidades da juventude de Gondim, e não só, de preencher de uma forma salutar para a mente e, principalmente, para o espírito, os tempos livres de quem estuda ou trabalha, contribuindo para a coesão social e integração plena dos cidadãos mais novos.

 

O facto do coral estar sedeado muito próximo do Conservatório de Música da Maia tem beneficiado a sua actividade, no sentido em que permite recrutar jovens alunos daquele estabelecimento de ensino especializado e desse modo enriquecer a sua performance musical e artística, nomeadamente com uma interessante secção de cordas um pianista muito versátil e expressivo e outros instrumentistas que denotam já uma certa técnica.

 

Este facto é revelador dos efeitos positivos da aposta na formação artística que tem vindo a ser implementada no nosso concelho, na última década, da qual os principais beneficiados têm sido os jovens portadores de talento musical.

 

Orquestra clássica do centro

Coimbra tem mais encanto na hora da despedida do Festival de Música

 

 

 

 

O concerto de encerramento do certame Primavera da Música coube à Orquestra Clássica do Centro e ao Coro dos Antigos Orfeonistas de Coimbra que arrebataram, do primeiro ao último segundo, o permanente, caloroso e entusiástico aplauso do público.

 

A primeira parte foi integralmente constituída por coros de óperas famosas e corais sinfónicos, com especial destaque para o coro dos ciganos da ópera “Il Trovador” de G. Verdi, o coro dos escravos Hebreus, da ópera “Nabbuco”, igualmente de G. Verdi e a encerrar dois excertos da cantata cénica “Carmina Burana” de Karl Orff.

 

Orquestra clássica centro

 

Na segunda parte foi dada a primazia à música Lusa, com canções de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Raul Ferrão e do próprio Maestro Virgílio Caseiro.

 

 

Com uma belíssima sala, no final era possível ver estampado no rosto das pessoas, um sorriso de grande satisfação e de alegria, pela beleza e fino recorte interpretativo do coro e da orquestra que Virgílio Caseiro dirigiu com muita segurança e sobriedade, só ao alcance de quem sabe e encontra nessa sabedoria, os condimentos para pedir a músicos, cantores e solistas, tudo o que eles podem dar, para que no resultado final, pareça que o Maestro está a tocar um só instrumento e não a soma de tantos desempenhos juntos.

 

A respeito do Maestro Caseiro, importa ainda dizer que é, além de um grande músico, um comunicador de excelência que sabe agarrar o público e conquistá-lo de tal forma que é capaz de obter dele o que quiser.

 

Maio foi de facto o mês dos M’s: foi o mês da Música, da Melhor, de Muita, na Maia e durante um Mês inteiro, resta-nos esperar por Mais e isso vai acontecer já no próximo dia 13 de Junho, sexta-feira, às 21h30, no grande auditório do Fórum da Maia, com a Orquestra Clássica de Espinho.