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Lançamento do CD-Livro “Das Turmentas Hà Boua Isperansa” dos Trabalhadores do Comércio

Na continuidade da política de promoção da cultura da Câmara Municipal da Maia, o Pelouro da Cultura, através da Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho, acolhe o lançamento do CD-Livro “Das Turmentas Hà Boua Isperansa”, dos Trabalhadores do Comércio, no próximo dia 18 de Dezembro de 2011, pelas 16.00h, no espaço da Biblioteca Municipal, no Fórum da Maia.

Das Turmentas Hà Boua Isperansa

Tigres de Bengala e iPlay têm a honra de anunciar o lançamento do novo CD-Livro dos Trabalhadores do Comércio 

CD-Livro dos Trabalhadores do Comércio - Das Turmentas Hà Boua Isperansa.

 

Neste Livro-Cd os Trabalhadores apresentam uma obra que tanto olha para um passado extraordinariamente rico, como para um futuro que preparam com notável energia e criatividade. O passado, descrito no Livro que forma uma das duas partes desta obra única, está recheado de episódios hilariantes do Boom do Rock feito em Portugal, de 1979 a 1990, e é ilustrado por centenas de fotografias de concertos e documentos da época. O futuro deixa-se adivinhar por um CD de 12 canções originais - 9 grandes inéditos e 3 surpreendentes versões de temas de discos anteriores. Produzido por Pedro Rangel e pelos próprios Trabalhadores, masterizado nos EUA pelos conceituados Marcussen Mastering, e contando com um ilustre leque de participações de calibre internacional, vindos da Música Clássica ao Rock, este disco coloca os Trabalhadores na fasquia mais alta da sua produção musical até à data. Esta obra é um épico cantado e lido, fundamental para os fãs da banda e para aqueles que querem saber o que era, realmente, a música em Portugal nas décadas de 70, 80 e 90, e o que de novo faz este irreverente grupo de músicos e pensadores.

 

 

O Livro

Escrito por Sérgio Castro, um dos dois fundadores e mentor ideológico da banda, o livro é uma deliciosa retrospectiva sobre a cena musical portuguesa do final dos anos 70 e da década que se seguiu. Com inúmeros episódios de uma carreira recheada de “casos”, não faltam a história da génese da banda, o contributo de Lou Reed para o icónico Chamem a Polícia, as ameaças de processos judiciais, a censura de um disco, e inúmeras circunstâncias partilhadas com outros grandes nomes do panorama musical português. Tudo isto é contado com o humor sarcástico que caracteriza os Trabalhadores, tornando a leitura numa agradável viajem. Ilustrada por 240 fotos históricas, esta obra de 260 páginas está originalmente paginada, separado-a claramente do típico livro auto-biográfico. Recheado de motivos gráficos que acompanham o texto, e repleto de notas biográficas, este livro é uma verdadeira referência enciclopédica do Universo Trabalhadores, escrito de forma a deixar o leitor com um sorriso nos lábios, ou até mesmo com as lágrimas nos olhos.

 

 

O Disco

Explorando a sua reconhecida versatilidade musical, os Trabalhadores demonstram neste disco a sua habitual exigência ao nível da composição, do arranjo, da execução musical e da produção, sendo notável a evolução observável entre Iblussom (2007) e este último trabalho. A ecléctica mistura de músicos que contribuem para este disco tornam-no musicalmente rico e variado, fazendo o ouvinte passear-se ente o o Rock Sinfónico de Hino à Desanexassom, o Reggae de A Rebulussom, a Morna de A Cansom Quiu Abô Minsinoue, e a Electrónica de Fantuxada Mix, tudo isto entermeado por Soul, Rhythm’n’Blues e, claro, muito Rock. Ao quinteto original que deu forma aos Trabalhadores há 31 anos, juntam-se as excepcionais e já habituais vozes de Diana Basto, Marta Ren e Daniela Costa, e as guitarras de Pony, o 9º elemento da orquestra que executa as 12 canções que formam este disco. A estes juntam-se Carlo Torlontano - um exímio músico clássico italiano -, as Vozes da Rádio - o excepcional grupo vocal portuense que dispensa apresentações -, Diana Tarin - uma brilhante percussionista cubana - e Miguel de La Cierva - um virtuoso guitarrista galego. Como habitualmente, o conteúdo lírico deste disco apresenta-se como altamente crítico, desinibido, e de enorme relevância actual, recheado do humor e sarcasmo que caracterizam os Trabalhadores.

 

Em resumo, este é um notável trabalho de um grupo de pessoas que, apesar de pertencerem a gerações diferentes e terem passados artísticos diferentes, vivem um só espírito, sem reservas nem medo, com a plena consciência da responsabilidade das suas escolhas, e com a noção de que viver é a concretização do seu espírito colectivo, que tem tanto de crítico como de exigente, de sério como de humorístico, de denso como de leve.