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Lançamento do Livro "Todos os Outonos" de Irene Lamolinaire

No próximo dia 12 de outubro de 2013, sábado, pelas 16h00, a Biblioteca Municipal Doutor José Vieira de Carvalho acolhe o lançamento do livro “Todos os Outonos”, da autoria de Irene Lamolinairie e editado pela Versbrava.

“ (…) E como são bonitas as cores douradas outonais, muitas vezes passando do amarelo ao vermelho. Cores quentes. Cores de fogo. Cores que envolvem.

O outono é o tempo do amadurecimento de muitos frutos. Os deliciosos figos, por exemplo, podem saborear-se agora. As uvas maduras vão para o lagar, produzindo o vinho que será consumido durante o ano. As castanhas caem dos castanheiros, são assadas e comidas ao borralho.

Caem as folhas? Claro! Se não caíssem, não se efetuaria essa função tão importante, tanto da natureza como nossa – a renovação. O que ao princípio pode parecer uma perda é na verdade um ganho: a árvore que largou a folha chega renovada às próximas estações.

  [Conta-se até uma anedota na qual se afirma que o Outono era a estação preferida de Adão, já que era então que caía a folha…da Eva].

Vejam bem – a renovação das árvores e a colheita dos frutos. Por isso, como diz o povo, “de cada Outono se faz Primavera”.

Pois a Poesia da Irene lembra-me justamente estas duas questões – colheita e renovação.

Ela encerra bem (já o disse e repito-o) aquele «mistério» de que falava Federico Garcia Lorca na sua "Conversa Sobre o Teatro", quando afirmava que «Todas as coisas têm o seu mistério, e a poesia é o mistério de todas as coisas».

Iniciamos o percurso deste livro pelo Outono mesmo, pelo Outono da Natureza. (…)

José Augusto Maia Marques, in Prefácio

 

 

Irene Correia Lamolinairie, nasceu em Matosinhos, a 28 de Setembro de 1938. Durante 50 anos viveu no Porto e atualmente vive em Moreira – Maia.

Profissionalmente, foi empresária têxtil e quando se reformou, dedicou-se às artes decorativas, à poesia e como autodidata, à pintura; alguns dos seus quadros integraram seis exposições coletivas. O seu primeiro poema “Arco-Íris”, ganhou o primeiro prémio num Concurso da Paróquia de Ramalde no Porto.

Foi aluna da Universidade Sénior de Matosinhos Rotary, onde criou uma Tuna, que dirigiu como Maestrina até à data em que aceitou o desafio de coordenar, ainda como Maestrina, a Tuna do Instituto Cultural da Maia – Universidade Sénior. Escreve ainda, letras adaptadas a temas musicais conhecidos, que são cantados pela Tuna. Integra a Antologia Poética do grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, “Tertúlia em Flor”, editada em Dezembro de 2008.

Em poesia já editou “Na mesma viagem” (2009), em co-autoria com Maria Georgina Pontes, e “Vida e sonhos” (2009), a sua primeira obra que assina sozinha.