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LUÍZ AVELLAR, um músico de excepção no FESTIVAL DE MÚSICA DA MAIA | 20 de Maio | FÓRUM DA MAIA

A vinda à Maia e ao seu Festival de Música, de um músico, compositor e arranjador da estirpe de Luíz Avellar, é um acontecimento que não devemos perder. O currículo internacional de Luíz Avellar, o seu carisma artístico e as referências que averba são merecedoras de um acolhimento especial.

Sublinha-se apenas que, este músico de “mão cheia”, foi tão só, compositor e arranjador de algumas das mais belas melodias e canções de artistas de grande proeminência no panorama da MPB, como por exemplo, DJAVAN, SIMONE, GAL COSTA, MILTON NASCIMENTO, entre muitos outros, conforme comprova o seu riquíssimo currículo.

Recomendamos uma breve leitura de alguns testemunhos de músicos e artistas de renome internacional que dão as melhores referências, sobre o talento artístico e competência profissional de Luíz Avellar.   

A Música é uma linguagem e um bem cultural universal, que o Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia está a levar até si e à sua família, durante o Festival, a preços simbólicos (2,5€ ou 5€).

Esperamos por si na Festa das Músicas, até 28 de Maio, no Fórum da Maia.

O custo do ingresso para este espectáculo é de 2,50 €

 

Comentários

“O virtuosismo e a inventividade de Luiz Avellar foram uma grande inspiração na minha vida."

Djavan

 

"A gravação de piano a solo de Luiz Avellar cativa-nos com cada novo trecho à medida que ele nos atrai para o seu mundo que funde a riqueza e profundidade da grande música erudita para piano com o espírito e o poder de improvisação dos grandes mestres do jazz.  Existem ecos de Shumman, Chopin, Ravel, Jarrett e Corea filtrados pelo prisma da herança  brasileira nativa de Luiz. O título do CD é perfeito pois os temas vão do gentil e terno , "Nosso menino" dedicado ao  filho mais novo de Luiz  (que sugere uma conversa entre pai e filho sobre as possibilidades e os riscos da vida) até às harmonias ensurdecedoras e magestosas de "Master Raro". De notar "Mango Pickle", uma peça que soa como um  boogie woogie exótico e a fantasia  "Carrossel" que poderia ter integrado "Mother Goose" de Ravel. Contraponha-se isto às dissonâncias inspiradas em Monk em "Conversa de botequim" e o uso criativo de Luiz das sucessões de acordes em cascata sugerindo o desaguar de um rio no mar em "Rio de Janeiro." O programa conclui com o encantador, no estilo chorinho, "O vôo da mosca" que realça a desenvolta técnica de Luiz. Sem negligenciar outros temas, resta dizer que todas as composições são maravilhosamente concebidas e a abordagem pianistica de Luiz é um estudo sobre como compreender de uma forma superior as capacidades expressivas e a larga paleta sonora do piano.Conheci o Luiz em 1986 quando ele se encontrava a trabalhar com Milton Nascimento.Senti, logo que o ouvi  tocar, que ele era um músico especial. Era óbvio que ele possuía uma grande técnica, tinha estudado e absorvido o vocabulário do jazz, e claro tocava música brasileira como só os brasileiros o sabem fazer. Com esta gravação ele demonstra com mestria todas estas facetas da sua musicalidade e confirma as minhas impressões iniciais. Esta música está alicerçada num sólido conhecimento da grande tradição pianistica e revela continuamente camadas mais profundas com cada nova audição".

Russell Ferrante ( sep 01/ 2008 )

 

"Quando comecei a escrever sobre o último trabalho do compositor, pianista e arranjador Luiz Avellar, eu não esperava que a música fosse atingir o meu lado emocional tão fundo. Comecei a ouvir o CD distraidamente, porém em poucos minutos a música me envolveu e cresceu dentro de mim, invadindo todos os meus chacras.

Sentei e ouvi o CD três vezes consecutivamente. Então me lembrei das inúmeras vezes que tocamos juntos pelo mundo afora e a energia universal musical que explodia no ambiente unidos as pessoas e a banda, como num caldeirão de doce de goiaba que a minha avó fazia quando eu era criança no sul do Brasil. Tentei me acalmar e analisar na íntegra o que eu estava ouvindo e sentindo. Foi então que o “novo” Luiz Avellar se revelou como um artista criativo, tão experiente, que ultrapassa a música urbana, nacional e global.

Querido Luiz, meus parabéns. Você já está tocando a música das esferas, ou seja, a música universal."

Airto Moreira ( 7/ 2008 )

 

"Hoje é 7 de Setembro, 2008. Estou gelada em Paris! Parece uma coincidência, mas em todo o mundo, a maior parte dos brasileiros são lembrados do aniversário da independência do Brasil através de todo o tipo de festejos e celebrações. Tenho a sensação que o Luiz está fazendo o mesmo, tendo realizado um dos seus grandes sonhos como músico: liberdade de expressão tocando música erudita,com integridade e sem compromissos. Anteontem recebi um e-mail de Lisboa, Portugal, perguntando-me se eu gostaria de escrever as notas introdutórias para o seu último CD  "Contrastes". Fiquei simultâneamente feliz e surpresa  pois sendo uma cantora  isso não faz de mim a melhor escolha para escrever uma introdução para um trabalho de música erudita de um grande pianista. Senti um desafio e desafio é um dos meus nomes! Nasci no Brasil, e os meus pais eram músicos eruditos. O meu pai, que veio da Rússia, tocava violino e a minha mãe, nascida no Brasil, tocava piano. Ela estudara no Consevatório de Recife, Estado de  Pernambuco, sua cidade natal. A minha irmã, meu irmão e eu crescemos ouvindo os nossos pais ensaiando passagens de Rachmaninov durante dias a fio, e eles levavam-nos a muitos concertos ensinando-nos como apreciar as emoções e sentimentos de cada solista e de cada compositor de diferentes géneros de música. Ouvi este cd pelo menos oito vezes consecutivas, três delas com Aírto. Encontrei o Luiz há 12 anos atrás e trabalhamos juntos em variadas produções musicais, assim eu pensava poder  afirmar com segurança que conhecia o melhor dos seus talentos musicais. Conheço o Luiz Avellar como o director musical, o arranjador, o compositor, o músico, o artista e o grande intérprete de música popular brasileira e jazz . Vejo-o como um músico completo. Sabia que ele tinha estudado música erudita mas nunca me ocorreu que tivesse qualquer  ambição nesse domínio até agora.Adoro o seu trabalho em "Contrastes" e para mim é o seu melhor até hoje."

Flora Purim

 

"Luiz Avellar executa a música da sua mente e pinta um quadro sonoro. Grande portfolio musical!."

Billy Cobham (aug 29 / 2008)

 

"Caro Luizinho,

Seu Cd é muito bonito. Sua técnica, sonoridade e dinâmica enriquecem com o passar dos anos. Suas composições são bonitas e brasileiras. A concepção dos arranjos é linda e mesclam muito bem com o impressionismo e o clássico. A qualidade da gravação é excelente. Fico muito feliz por você e pela música em geral, principalmente agora que a má qualidade impera em todo mundo. Parabéns e muita sorte."

Dori Caymmi

 

"Fiquei surpreendido e maravilhado pelo teu conhecimento erudito. Todas as peças são estruturadas e tocadas com requinte. Ouvir a tua música enche o meu coração de alegria ."

Ernie Watts

 

Neste disco estás mais maduro que nunca em teu instrumento. Conseguiste tirar um som neste piano que poucos conseguem. Fazer um disco de piano solo agradável e incansável do começo ao fim é muito, mas muito difícil e, praticamente, só com canções desconhecidas do público, mais ainda. É preciso que sejas um compositor muito inspirado e feliz, o que ocorre neste disco. No meu pouco saber, senti na tua música, no teu desempenho uma viagem pelos impressionistas, por Radamés (ou seria Guinga?), pelos grandes piano-jazzistas melodistas (os melhores, claro), que vão de Bill Evans a Keith Jarret e Brad Mehldau, de Tom a Luiz Eça, mas tudo com um toque teu que tudo vira novidade. Tenho o maior orgulho de ti. Vou seriamente recomendar teu trabalho para todos que conheço e amo.

Parabéns, parabéns e parabéns.Grande abraço."

Ivan Lins