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Espectáculo Teatral "O Escurial" na Quinta da Caverneira

O texto escrito em 1927 pelo belga Michel de Ghelderode, "O Escurial" estará em cartaz, de 19 a 24 e sábado, 26 de Setembro, no Auditório Municipal da Quinta da Caverneira, uma das mais recentes produções do Teatro Art'Imagem.

O texto é um drama num só acto, breve e conciso, que conduz a plateia a uma estranha viagem, através da luta entre dois homens que se torna num perspicaz jogo psicológico, numa sátira da decadência humana e moral.

 

Ficha Técnica:

Texto Michel de Glelderode | Encenação e interpretação Flávio Hamilton e Valdemar Santos | Desenho de luz Leuman Ordep | Espaço cénico José Lopes.

 

Sinopse:

O homem é um ser político; logo todas as suas actividades também o são. O teatro não se pode alhear deste compromisso. O teatro transforma a sociedade, na medida em que o confronta com as suas próprias vicissitudes.

No Escurial, Ghelderode expõe o homem no seu limite mais básico. Um Rei refém da sua loucura e um bobo escravizado à sua condição de plebeu. A decrepitude de um poder autocrata, para quem o povo merece a sua condição de oprimido, porque a vontade do poder assim o determina.

Haverá espaço para o optimismo, num mundo governado pela vontade em detrimento da razão? A retórica é concreta, quando abrimos o jornal. Mas Ghelderode vai mais além e inverte os papéis. Se por um capricho da vontade (do Rei), o bufão ascende à cadeira do poder, confundir-se-á ele com a figura do opressor?

 

Sobre o Autor:

Michel de Ghelderode é o pseudónimo do belga Adhemar Martens, escritor nascido em Bruxelas, a 3 de Abril de 1898, numa família de origem flamenga. Aos dezasseis anos é atacado pelo tifo, tragédia que o faz experimentar a proximidade da morte, o que o leva a interromper os estudos. Descobre então o teatro Isabelino, o repertório clássico espanhol, Strindberg, Goethe e as marionetas.  O seu teatro irá explorar sempre a condição humana em todo o seu horror e crueldade. Ao contrário de uma vida feita de quietude e fragilidade, a sua obra é vital, polémica e explosiva. Entre os seus sucessos, contam-se obras como Os cegos, O estranho e o cavaleiro, Escola de bufões, O escurial, Barbarás, Christophe Colomb. Em 1950, Gallimard inicia a publicação do seu teatro completo. Morre a 1 de Abril de 1962 em Bruxelas.

 

Os temas obcecantes da morte, da dor, da irrisão e da loucura, exprimem-se sem recurso à metafísica, num estilo próximo dos mistérios, numa linguagem que se entrega, na sua extravagância, como veículo do espírito atormentado e do corpo torturado. Esforçando-se por voltar às origens do teatro vivo e popular, rejeita a psicologia, substituindo-a pelos elementos visuais e gestuais, atribuindo aos objectos e ao cenário um valor de símbolos.

 

 “Para mim, o teatro é um jogo do instinto. O autor dramático, não deve viver senão de visão e de adivinhação. A inteligência é secundária”.

 

Terça a sábado: 21.30h | Domingo: 16.00h

Duração: 50 m

Bilhete: 3 €

M/ 12 anos

Reservas: 96 0208819 / 22 2084014