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Centr’ Arte - Centro Metropolitano de Arte Contemporânea no Fórum da Maia

Numa lógica de aproveitamento dos recursos financeiros destinados à produção cultural e das sinergias com associações artísticas, a Câmara Municipal da Maia decidiu criar o Centr’Arte - Centro Metropolitano de Arte Contemporânea. A abertura do novo equipamento, que ficará situado no Fórum da Maia, está agendada para o início de julho, coincidindo com a segunda edição da “Maia, Cidade em Performance”, exposição multidisciplinar que conta com a participação de diversos artistas de várias áreas de atuação.

De acordo com o vereador da Cultura da autarquia local, Mário Neves, a estrutura visa apoiar a comunidade artística, aproveitando a longa tradição do Fórum da Maia no que diz respeito à Arte Contemporânea. “O Fórum tem condições excelentes para ser um espaço expositivo e também de criação. Temos instalações que permitem criar, facilmente, lógicas internas de ateliê e oficina a trabalharem em contínuo no nosso espaço”, afirmou o responsável. Deste modo, a autarquia pretende aliar “o know-how existente”, às “potencialidades do espaço” e aos desafios criados pela “evidente crise económica e financeira em que todos vivemos” .
 

Dar um impulso aos criadores da Área Metropolitana do Porto

 

O Centr' Arte surge como uma tentativa de estimular o trabalho dos artistas maiatos e da Área Metropolitana do Porto (AMP).

“Hoje, é cada vez mais difícil ser criador em Portugal. Questões tão comezinhas como a logística fazem com que os criadores tenham dificuldades em encontrar um espaço onde possam desenvolver os seus trabalhos”, lamentou o vereador, esclarecendo que a estrutura pretende desenhar uma “nova dinâmica” de apoio à comunidade artística.

“Queremos criar uma zona expositiva – e para isso temos a nossa coleção de Arte Contemporânea que já é razoável e, portanto, servirá de âncora do próprio centro – uma de criação e outra de comercialização”, informou Mário Neves, à Viva, destacando que os artistas terão, assim, a possibilidade de proceder à venda dos seus trabalhos, “de uma forma enquadrada”.

Numa primeira fase, o Centro Metropolitano de Arte Contemporânea vai estar focado na prestação de um “bom serviço à comunidade de criadores do município da Maia, que vive perfeitamente integrada na comunidade da AMP ”. Posteriormente, o sucesso do projeto é que vai ditar a maior ou menor extensão a novos artistas. Apesar dos “riscos” inerentes à criação de novas estruturas, o responsável da vereação acredita tratar -se de um “projeto inovador". “Não encontro em nenhum outro lado a preocupa ção de se apoiar de forma concreta – não através de subsídios, mas com condições concretas – os vários artistas, para que o seu trabalho possa ser reconhecido”, sublinhou.
 

Aproveitar as diferentes valências formativas


A nova iniciativa reunirá ainda as diferentes valências artísticas já exploradas no município da Maia, nomeadamente a música, a imagem e o teatro. “Temos o Conservatório de Música, oficinas de teatro e de imagem já a funcionar. O que queremos, neste momento, é agregar essas estruturas que, embora geridas pela mesma entidade, estão dispersas”, esclareceu Mário Neves. “No fundo, trata-se de aproveitar o que temos, gastando o menos possível e prestando um serviço útil à comunidade”, acrescentou.

O vereador explicou ainda que o Centr’Arte vai privilegiar a relação com as associações de artistas, de forma a não fornecer um apoio particularizado. “Algumas estruturas dedicadas a esta área acabam por facilitar a vida sempre aos mesmos e, se não for aos mesmos, será aos primos dos mesmos. Nós pretendemos evitar isso e queremos relacionar-nos preferencialmente com associações de artistas das várias áreas – artes plásticas, imagem, dança – desde que se dediquem, como é evidente, à produção contemporânea", salientou.

A visita ao Centr' Arte será gratuita, exceto em determinadas exposições, que terão um “custo social ” . Segundo o vereador da Cultura, as receitas obtidas serão utilizadas para a aquisição de materiais e equipamentos necessários ao funcionamento do centro.

“Quanto mais receitas conseguirmos gerar, mais facilmente podemos fazer face a essas despesas", afirmou, garantindo que a autarquia está empenhada em transformar o atual momento de crise numa fase de criação de “novas oportunidades”.