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Os cinco magníficos do Quinteto Y

No passado sábado, o Festival de Música da Maia deu palco ao concerto de estreia absoluta do Quinteto Y, um ensemble de metais constituído por 5 músicos profissionais, J. Aigi Hurn (trompete), Mário Costa (trompete), Francisco Piñeiro (trompa), Álvaro Pinto (trombone) e Adélio Carneiro (tuba), artistas de grande qualidade .

O programa iniciou com obras de J. S. Bach e encerrou com um tango de Kompanek, passando pelo americano John Williams, com interpretações notáveis, plenas de brilho e de uma sonoridade muito bem timbrada, que permitiu ao público uma audição do fraseado, das várias vozes contempladas nas obras originais e nos arranjos para este género de quinteto, cheia de claridade musical e fino recorte estético.

A escolha criteriosa do conteúdo do programa revelou-se uma aposta correcta, na medida em que deu espaço a todos os instrumentos, para que pudessem explorar todo o seu potencial de expressividade musical, através das suas intervenções solísticas, sem contudo, deixar que as potencialidades que caracterizam o ensemble, fossem negligenciadas, bem pelo contrário, as performances contrapontísticas e harmónicas do quinteto foram por diversas vezes levadas ao limite das suasQuinteto Y capacidades técnicas e artísticas, com uma massa sonora impressionante.

O muito público ali presente não regateou o seu aplauso que foi, em certos momentos, intenso e demorado, tendo sido notoriamente mais volumoso no final do concerto, obrigando os músicos a presenteá-lo com um encore, no caso, um soleroso passodoble.

Há uma nota digna de registo que é o facto deste Quinteto Y, verdadeiramente internacional, constituído por um americano, um galego e três portugueses, sendo um deles maiato, aqui nascido e criado, se ter estreado no Festival da Maia e ter realizado todos os seus ensaios e preparação, inteiramente sob os auspícios do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia, ficando desta forma demonstrada a capacidade de criar condições para que artistas de origens e nacionalidades diferentes se encontrem na Maia para produzir Música de excelente qualidade, tal como já tinha acontecido com o Quarteto Trazom que foi igualmente uma iniciativa do mesmo Pelouro da edilidade maiata.