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Sons Urbanos, a expressão da nova cultura


No fim-de-semana passado, 25 e 26 de Maio, o palco principal do Festival de Música da Maia acolheu 10 bandas de garagem que usaram formas de expressão musical diversificada e deram ao público mais jovem, desde Hip-Hop ao Rock’n Roll, passando pela Pop e outros géneros igualmente populares entre a juventude.

Estes dois concertos, em dias consecutivos, deram corpo à estratégia delineada pelo Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal da Maia, no sentido de incluir no programa do certame deste ano, respostas artísticas e estéticas a um público cujas necessidades, interesses e opções de gosto musical se situam no âmbito da chamada cultura urbana.

Atenta a esse fenómeno de uma cultura baseada nos novos contornos da vida nos meios urbanos, com códigos muito próprios, formas de afirmação e de expressão, por vezes, irreverentes e aos olhos de muitos até underground ou “marginais”, a edilidade maiata aposta numa política de inclusão que procura carrear para o centro, franjas da população, mormente, a mais jovem, refutando em absoluto a marginalização de modos de encarar a vida e o Mundo e de exprimir sentimentos e opiniões que são, nada mais, do que o reflexo do ambiente urbano das nossas cidades e metrópoles.

Numa análise estética e musical dos conteúdos dos temas apresentados nestes dois concertos, sobram vontades de criar e inovar canções que transmitam os valores em que os seus intérpretes acreditam, sendo que alguns desses valores são universais e até, porque não, perenes, como o desejo da Paz, da tolerância racial, da Justiça e da fraternidade, servidos por estruturas rítmicas muito marcadas, embora os edifícios harmónicos e as linhas melódicas, só raramente sobressaiam da “ normalidade “, temos de considerar que ali houve algum talento ao qual foi dada uma oportunidade.

O destaque dos dois concertos vai sem dúvida para a banda da Maia que tocou no sábado, demonstrando com toda a classe, a diferença entre tocar de ouvido, sem bases ou conhecimento algum e compor e interpretar músicas, tendo por suporte uma aprendizagem musical sólida, quer do ponto de vista técnico, como no que se refere à sensibilidade artística. Refiro-me obviamente aos Skeezos, uma autêntica revelação que surpreendeu pela positiva, o público e até os outros músicos das bandas congéneres e não só. Estou certo que ainda vamos ouvir falar muito desta banda da Maia e mais que não fosse, só por isso já valeu ter dado espaço aos Sons Urbanos.

Quem desejar saber mais sobre este acontecimento cultural pode consultar o parceiro desta iniciativa www.palcoprincipal.com.pt, para espreitar as imagens e ouvir os sons.